Açúcar fecha com leve alta semanal, mas acima dos US$ 20 c/lb em NY
Os futuros do açúcar encerraram a sessão desta sexta-feira (12) no campo misto nas bolsas de Nova York e Londres, mas com balanço semanal positivo para o mercado. As atenções seguem para as origens produtoras, além de foco também ao financeiro.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 0,55%, a US$ 20,01 c/lb, com máxima de 20,17 c/lb e mínima de 19,92 c/lb. Já em Londres, o tipo branco teve valorização de 0,02%, a US$ 516,10 a tonelada, mas queda em outros contratos.
No acumulado da semana, o principal vencimento em Nova York saltou 0,45%.
Depois de disparada na sessão anterior, o mercado do açúcar ainda se sustentou no patamar de US$ 20 c/lb nesta sessão, mas sentiu pressão de realização de lucros, além de acompanhar as oscilações do financeiro com queda do petróleo e dólar.
As oscilações do óleo, no mercado de energia, também impactam no adoçante por conta da decisão das usinas entre produzir o etanol ou açúcar, reduzindo ou elevando a oferta na safra.
"Nossos especialistas estão projetando um preço médio internacional do petróleo ao redor de US$ 80 o barril, ou seja, nada muito diferente do nível atual", pontuou ao Notícias Agrícolas Andy Duff, estrategista global de açúcar do Rabobank.
Nos fundamentos, o viés do mercado segue positivo depois de dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) no Brasil com queda quinzenal da produção e as informações reportadas pela Índia, segunda maior produtora do adoçante.
"O reduzido potencial de produção do Brasil para a safra atual ainda está impactando. A Índia não está oferecendo porque os preços mundiais estão bem abaixo dos preços domésticos e também teve alguns problemas climáticos", destaca o analista da Price Futures Group, Jack Scoville.
A Unica nesta semana trouxe que a produção de açúcar retraiu 50,55% nos últimos quinze dias de outubro e atingiu 858,2 mil toneladas, ante 1,74 milhão de t em igual período do ano anterior.
Já a Índia reportou no dia a antecipação da mistura de 20% do etanol com gasolina a partir de abril de 2023, o que ajudará a reduzir os subsídios à exportação, segundo o governo.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar no mercado paulista continuam valorizados. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,64%, negociado a R$ 152,93 a saca de 50 kg.
No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 144,67 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 20,55 c/lb e alta de 2,71%.
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