Ibrafe: Irrigantes começam a reequilibrar os preços
A distorção do valor praticado no Feijão-carioca no início da semana acabou em parte sendo corrigida. A percepção do produtor irrigante de que algo estava errado na abrupta desvalorização levou ao movimento natural de recuo dos vendedores. Não há ainda volume de colheita que justifique tamanha desvalorização. Os preços praticados a partir de quarta-feira se aproximam de um valor mínimo a partir do qual as conversas podem acontecer. Há lógica, pela qualidade, no momento, para pelo menos R$ 250/260 base Goiás, o que suporta R$ 270/280, em Minas Gerais.
Para rentabilizar quem optou por plantar Feijão irrigado defende que o ideal seria R$ 280, base Goiás. Há um fator que precisa ser levado em conta. O produtor paranaense, sobretudo do sudoeste do Paraná, é sempre vendedor. Este ano, com atraso da colheita ainda durante esta semana, é incalculável o volume de Feijão-carioca que foi vendido. As chuvas da semana que vem, naquela região, coincidirão com o momento em que haverá transição definitiva, segundo cooperativas, do Paraná como principal fornecedor de Feijão que chega com baixo preço na gôndola para o Feijão irrigado. Em mais 10 dias, no máximo, segundo avaliam, o abastecimento estará nas mãos de irrigantes. Esse fato é importante somado à valorização lenta, mas firme, das cotações do Feijão-preto.
Todo o Feijão para alimentar o Brasil será de excelente qualidade e praticamente sem a concorrência do Feijão barato do Paraná.
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