Previsão de chuva nas áreas brasileiras de cana deixa mercado internacional de açúcar em queda nos preços
Previsão de chuva nas áreas brasileiras de cana deixa mercado internacional de açúcar em queda nos preços
Os futuros do açúcar fecharam esta segunda-feira (31) com baixas nas bolsas de Nova Iorque e Londres. O adoçante tem registrado quedas consecutivas devido às informações sobre chuvas no Centro-Sul do Brasil, que trazem para o mercado a impressão de uma boa condição para a safra 2025/26.
“O açúcar está sob pressão hoje depois que o meteorologista Climatempo relatou chuvas acima da média para o Brasil na semana passada, beneficiando a safra de açúcar”, aponta o Barchart.
Entretanto, o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Correa, traz um panorama diferente. Segundo ele, no Centro-Sul, as usinas seguem preocupadas com a escassez de chuvas. “O déficit hídrico persiste e a previsão para os próximos dias aponta apenas chuvas fracas e mal distribuídas, o que aumenta a apreensão quanto ao desenvolvimento da safra”, afirma em análise.
Nesta segunda-feira, apesar de pressionado no mercado internacional, as baixas do açúcar foram leves por conta de uma alta expressiva nas cotações do petróleo, que ajudaram a segurar as perdas do adoçante.
“Uma alta nos preços do petróleo bruto (CLK25) para uma alta de 5 semanas desencadeou a cobertura de posições vendidas em futuros de açúcar. A força nos preços do petróleo bruto beneficia os preços do etanol e pode levar as usinas de açúcar do mundo a desviar mais moagem de cana para a produção de etanol em vez de açúcar, restringindo assim os suprimentos de açúcar”, também destaca o Barchart.
Em Nova Iorque, o contrato maio/25 fechou em 18,86 cents/lbp após perdeu 0,10 cents (0,53%), assim como o julho/25, que ficou cotado em 18,65 cents/lbo. O outubro/25 teve redução de 0,09 cents (0,48%) e passou a valer 18,83 cents/lbp. O maio/25 caiu 0,09 cents (0,47%) e ficou em 19,20 cents/lbp.
Entre os futuros de Londres, o maio/25 teve redução de 80 pontos (0,15%) e encerrou o dia com preço de US$ 534,90/tonelada. O agosto/25 fechou em US$ 524,40/tonelada, queda de 180 pontos (0,34%). O outubro/25 perdeu 140 pontos (0,27%) e foi a US$ 520/tonelada. O dezembro/25 recuou 150 pontos (0,29%) e terminou a sessão cotado em US$ 517,10/tonelada.
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