Previsão de chuva nas áreas brasileiras de cana deixa mercado internacional de açúcar em queda nos preços

Publicado em 31/03/2025 16:11 e atualizado em 31/03/2025 17:09
Marcelo Di Bonifacio Filho - Analista em Inteligência de Mercado da StoneX
Produção nacional de açúcar deve ser de 51%, acima de 40 milhões de toneladas
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Previsão de chuva nas áreas brasileiras de cana deixa mercado internacional de açúcar em queda nos preços

Os futuros do açúcar fecharam esta segunda-feira (31) com baixas nas bolsas de Nova Iorque e Londres. O adoçante tem registrado quedas consecutivas devido às informações sobre chuvas no Centro-Sul do Brasil, que trazem para o mercado a impressão de uma boa condição para a safra 2025/26.

“O açúcar está sob pressão hoje depois que o meteorologista Climatempo relatou chuvas acima da média para o Brasil na semana passada, beneficiando a safra de açúcar”, aponta o Barchart. 

Entretanto, o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Correa, traz um panorama diferente. Segundo ele, no Centro-Sul, as usinas seguem preocupadas com a escassez de chuvas. “O déficit hídrico persiste e a previsão para os próximos dias aponta apenas chuvas fracas e mal distribuídas, o que aumenta a apreensão quanto ao desenvolvimento da safra”, afirma em análise. 

Nesta segunda-feira, apesar de pressionado no mercado internacional, as baixas do açúcar foram leves por conta de uma alta expressiva nas cotações do petróleo, que ajudaram a segurar as perdas do adoçante. 

“Uma alta nos preços do petróleo bruto (CLK25) para uma alta de 5 semanas desencadeou a cobertura de posições vendidas em futuros de açúcar. A força nos preços do petróleo bruto beneficia os preços do etanol e pode levar as usinas de açúcar do mundo a desviar mais moagem de cana para a produção de etanol em vez de açúcar, restringindo assim os suprimentos de açúcar”, também destaca o Barchart. 
Em Nova Iorque, o contrato maio/25 fechou em 18,86 cents/lbp após perdeu 0,10 cents (0,53%), assim como o julho/25, que ficou cotado em 18,65 cents/lbo. O outubro/25 teve redução de 0,09 cents (0,48%) e passou a valer 18,83 cents/lbp. O maio/25 caiu 0,09 cents (0,47%) e ficou em 19,20 cents/lbp.

Entre os futuros de Londres, o maio/25 teve redução de 80 pontos (0,15%) e encerrou o dia com preço de US$ 534,90/tonelada. O agosto/25 fechou em US$ 524,40/tonelada, queda de 180 pontos (0,34%). O outubro/25 perdeu 140 pontos (0,27%) e foi a US$ 520/tonelada. O dezembro/25 recuou 150 pontos (0,29%) e terminou a sessão cotado em US$ 517,10/tonelada. 

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