Entrada da safra brasileira de café deve estabilizar a volatilidade do mercado futuro
Entrada da safra brasileira de café deve estabilizar a volatilidade do mercado futuro
Os preços do café fecharam a sessão desta segunda-feira (31) em queda nas bolsas internacionais.
De acordo com o Barchart, as baixas nos futuros do arábica foram impulsionadas pela perspectiva de chuvas nas principais áreas produtoras do Brasil, que diminuiu a preocupação com a seca antes da colheita. A Somar Meteorologia relatou hoje que Minas Gerais recebeu 31,1 mm de chuva na semana encerrada em 29 de março, ou 114% da média histórica.
Segundo o gerente da mesa de operações e trader da Minasul, Heberson Sastre, essas chuvas trouxeram um alívio para região de Minas Gerais, mas os danos causados pelo longo período de seca são irreversíveis tanto para safra 2025, como para o crescimento das plantas da temporada de 2026.
Ainda de acordo com o trader, o mercado segue pressionado pelos baixos níveis dos estoques de café, e a entrada da safra brasileira 2025 deve trazer estabilidade aos preços futuros nas bolsas internacionais.
Relatório dibulgado pelo Rabobank aponta que a safra de café arábica do Brasil terá uma "redução significativa" em 2025/26 na comparação com o ano anterior. Após a realização de uma expedição técnica pelas lavouras, o banco disse que a safra ficará abaixo das expectativas devido ao fato de que as regiões produtoras voltaram a ter condições adversas em fevereiro e parte de março. O documento acrescenta que, apesar do clima ruim em Rondônia, a produção brasileira de café canéfora (robusta e conilon) deverá crescer em 2025/26.
A Marex Solutions projetou a produção de robusta do Vietnã 2025/26 em 28,8 milhões de sacas, resultando em uma alta de 7,9%, e a produção da variedade no Brasil está estimada em 25 milhões de sacas, registrando um aumento de 13,6%.
Em NY, o arábica fecha o pregão com queda de 20 pontos no valor de 379,75 cents/lbp no vencimento de maio/25, um recuo de 100 pontos no valor de 375,40 cents/lbp no de julho/25, uma baixa de 125 pontos negociado por 370,35 cents/lbp no de setembro/25, e uma queda de 130 pontos cotado por 363,20 cents/lbp no de dezembro/25.
Já o robusta registra baixa de US$ 68 no valor de US$ 5.269/tonelada no contrato de maio/25, uma perda de US$ 59 negociado por US$ 5.295/tonelada no de julho/25, uma queda de US$ 51 no valor de US$ 5.263/tonelada no de setembro/25, e uma baixa de US$ 54 no valor de US$ 5.177/tonelada no de novembro/25.
Mercado Interno
O mercado físico brasileiro registrou poucas movimentações e fecha a segunda-feira em campo misto nas áreas acompanhadas pelo Notícias Agrícolas.
Boletim do Escritório Carvalhaes aponta que o valor das ofertas tem impedido o fechamento de negócios, e apesar de ter o interesse do comprador para todos os padrões de café, nas bases de preços oferecidas no mercado, os vendedores recuam e poucos negócios são concluídos. O volume de vendas continua abaixo do necessário para atender às necessidades do consumo interno e exportação.
O Café Arábica Tipo 6 encerra com queda de 0,59% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 2.540,00/saca, e um aumento de 0,40% em Poços de Caldas/MG cotado por R$ 2.520,00/saca. Já o Cereja Descascado registra alta de 0,37% no valor de R$ 2.680,00/saca em Poços de Caldas/MG, e uma baixa de 0,57% negociado por R$ 2.600,00/saca em Campos Gerais/MG.
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