Em Pontes e Lacerda (MT) frigoríficos menores pagam até R$ 4/@ abaixo da referência
Na região de Pontes e Lacerda (MT), os produtores estão sem alternativa de venda. Na unidade de abate da JBS os negócios ocorrem apenas com pagamento para 30 dias. Nas demais indústrias, as escalas se alongaram nas últimas semanas, e os compradores aproveitam para pressionar os preços.
De acordo com o pecuarista, Túlio Roncalli, os frigoríficos menores estão ofertando até R$ 4/@ abaixo do preço oferecido pela JBS de R$ 125/@. "Com dificuldade em adquirir animais, eles chegam a pagar até R$ 130/@ a pecuaristas parceiros, mas ainda assim as escalas são curtas", diz.
Mesmo com preços mais atrativos, os produtores não querem entregar seus animais com preocupação sobre a saúde financeira da empresa. "Poucos estão se arriscando, e alguns já buscam alternativas mais distantes", ressalta Roncalli.
Segundo o produtor, há expectativa de que abatedouros fechados ou arrendados para a JBS e, que terão seus contratos vencidos nas próximas semanas, podem reabrir melhorando a absorção da oferta. Até lá a Acrimat (Associação dos Criadores do Mato Grosso) vem solicitando uma série de medidas para amenizar os problemas do setor.
Com objetivo de promover a concorrência, a Acrimat entrou com dois pedidos juntos ao governo do estado. A primeira solicita a reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pela saída interestadual do boi em pé de 7% para 2,5%.
Outra medida foi o pedido para que as indústrias locais receberem inspeção especial para comercializar carne fora do estado, aumentando a competitividade. Em 30 dias, as indústrias frigoríficas que possuem o selo do Serviço de Inspeção Sanitária Estadual (Sise) poderão aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-Poa) por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).
Confinamento
A falta de referência e preocupação com a liquidez poderá reduzir o volume de animais confinados no Mato Grosso, mesmo diante de um cenário mais atrativo em relação aos custos neste ano.
Segundo Roncalli, os produtores estão revendo seus planejamentos. "Estão todos cautelosos, e nos próximos 15 dias deverão decidir se irão ou não confinar", diz.
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