Solo que entope os rios NÃO escorre da agricultura
A reportagem do Notícias Agrícolas, que está no Oeste da Bahia, percorreu 150km do Rio de Ondas, desde sua foz até sua nascente, para comprovar que a riqueza dos solos da região também ajuda as águas do rio a ficarem mais ricas.
Desta forma, conclui-se que a produção agrícola não está prejudicando, degradando e nem poluindo os rios, em meio a uma área que possui cerca de 2,5 milhão de hectares de produção agrícola, com solos que vêm sendo construídos há 37 anos.
A água de irrigação, por sua vez, também não é uma "retirada" de água que os agricultores realizam, mas também culmina em uma "produção de água" - ao mesmo tempo em que as produtividades nas lavouras só aumentam com os pivôs.
Acompanhe a reportagem completa no vídeo acima!
Abapa e Embrapa promovem “Encontro de Construtores de Solos do Oeste da Bahia” na próxima quinta-feira (26), em Luís Eduardo Magalhães
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Embrapa Solos vão promover na próxima quinta-feira (26), a partir das 8h30, o “Encontro de Construtores de Solos do Oeste da Bahia”, no auditório do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM). O objetivo é apoiar os produtores rurais do oeste da Bahia a identificar e buscar estratégias para reduzir as perdas de material orgânico do solo. O evento, que terá transmissão ao vivo pelo site Notícias Agrícolas, trará em sua programação os pesquisadores Pedro Luiz de Freitas e Paulo Cézar Teixeira, da Embrapa Solos, que vão discorrer sobre os temas: “Manejo e conservação da água e do solo” e a “Construção da fertilidade do solo em grande culturas com ênfase na adubação potássica”.
Com uma produção de grãos em uma extensão de 2,2 milhões de hectares em todo o oeste da Bahia, o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, considera que existe uma preocupação crescente dos agricultores da região com a perda dos nutrientes do solo que prejudicam o cultivo da produção agrícola. “No período das chuvas, ocorre muito carreamento de sedimentos sólidos principalmente no leito das estradas vicinais e solos cultivados, principalmente nas regiões que antecedem os vales por terem uma declividade elevada e um solo com baixa infiltração, causando o assoreamento do leito de nossos rios”, afirma.
“Com este encontro, queremos reunir todos os produtores, seja do cerrado ou do vale, para buscar soluções viáveis para diminuir este problema e permitir que cada vez mais possamos produzir com sustentabilidade, mas para isto a participação de todos os produtores é fundamental”, complementa. Os agricultores da região, por meio da Abapa, por exemplo, vem investindo R$ 30 milhões para a recuperação de estradas da região e protegendo os solos e os rios da erosão com a construção de mini-barragens para conter o carreamento do solo com as chuvas.
Para reforçar sobre a importância da proteção dos solos, o Encontro vai abordar, também, o tema “Erosão de solos em sub-bacias hidrográficas do Rio Grande”, que será ministrado pelo geógrafo e professor da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Dr. Ricardo Reis Alves. Já o agrônomo Dr. Júlio César Bogiani, da Embrapa Algodão, vai falar sobre “Construção da fertilidade de solo em algodão”, e o pesquisador Me. Afonso Peche Filho, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), sobre a Fragilização do solo pela mecanização em áreas agrícolas. “Esta é uma oportunidade para produtores rurais, pesquisadores e técnicos agrícolas da região debaterem com especialistas estratégias e técnicas para mitigar as perdas de solo e dos seus nutrientes no oeste da Bahia”, reforça.
Programação do Evento:
Data: 26/04/2018 (Quinta-feira) – A partir das 8h30
Local: Auditório do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLem). Rua Sergipe, 985, Centro, Mimoso 1.
08:30 – Inscrições (Welcome Coffee)
09:00 – Abertura Abapa - Júlio César Busato
09:10 – Apresentação do Projeto “Construtores de Solo” – João Batista Olivi (jornalista e diretor do site Notícias Agrícolas) e Pedro Luiz de Freitas (Pesquisador - Manejo e Conservação do Solo e da Água, Embrapa Solos)
09:40 – Ricardo Reis Alves - Professor da Univ. Fed. do Oeste da Bahia - Geógrafo, Doutor em Geografia
(Erosão de Solos em Sub-bacias Hidrográficas do Rio Grande: inventariação, impactos, determinação dos riscos e mitigação de processos)
10:00 – Paulo César Teixeira - Pesquisador em Fertilidade do Solo e Fertilizantes - Embrapa Solos;
(Construção da fertilidade de solo em grandes culturas com ênfase na adubação potássica)
10:30 – Júlio César Bogiani - Engenheiro Agrônomo - D. Sc. - Pesquisador da Embrapa Algodão – Fitotecnia Núcleo do Cerrado (Construção da fertilidade de solo em algodão)
11:00 – Afonso Peche Filho - Professor Me., Pesquisador científico no Instituto Agronômico de Campinas - IAC
(Fragilização do solo pela mecanização em áreas tropicais)
11:45 – DEBATE
12:30 – ENCERRAMENTO
3 comentários

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Rodrigo Cardoso Arroio Grande - RS
Parabéns pela iniciativa NA!
Tiago Gomes Goiânia - GO
Se forem ver o tanto de detritos que saem das aguas pluviais que são drenadas das cidades e caem em cursos d'água verão o estrago que a cidade provoca no assoreamento de recursos hídricos. De modo geral não se constroem sistemas que impeçam esses detritos (lixo, partículas do solo) de chegarem aos rios. E do ponto de vista de engenharia é algo relativamente simples, caixas para segurar esses sedimentos. Em Brasília, onde já morei, isso é facilmente perceptível o maior assoreamento é justamente após a passagem das tubulações que drenam a água das chuvas de vários pontos da cidade. Não vejo governantes dizendo que vão construir caixas de sedimentação antes dessa água atingir os cursos d'água.
Tiago Gomes Goiânia - GO
Boa reportagem, obviamente temos de ponderar que cada caso é um caso. Aí no oeste da Bahia mesmo, próximo da divisa com o Piauí já estive em áreas que estão contribuindo de forma negativa por não estarem respeitando faixas de preservação próximo as nascentes que vão para o Parnaíba, inclusive voçorocas estão surgindo na área de influência.
Na verdade vejo que a pecuária ultimamente vem contribuindo de forma mais negativa para a destruição de mananciais. Na agricultura os avanços conservacionistas nos últimos 30 anos foram grandes. Ainda vemos lugares em que o gado pisoteia nascentes, sem a menor necessidade, bastaria uma cerca envolta para preservar o local, mas o proprietário não se preocupa com aquilo, afinal muitas vezes aquela água que ali nasce não serve sua propriedade. Antigamente até havia justificativa para o gado ficar beirando nascente e grotas e córregos, pois se alimentava-se do que fosse possível na época da seca, não havia suplementações viáveis economicamente, mas hoje a realidade é diferente.A pecuária----vem contribuindo ultimamente----A pecuária sempre foi assim deste os tempos de Cabral----Mas com o CAR com certeza vamos solucionar isso a médio prazo-----Mas a minha maior preocupação e' com os funcionários cri cri que não se preocupam nem um pouco com o tratamento do esgoto, com a imundice das praias e das ruas--
Sem dúvida senhor Carlo, a recuperação dessas margens após o car seria uma boa oportunidade para sanar esse passivo. Espera-se bom senso dos órgãos ambientais. Para a maioria dos casos basta cercar as margens e nascentes, não há necessidade nem de recomposição florestal ao meu ver. Agora, se quiserem emburrecer o processo e pedir tim, tim por tim tim que se plante isso que plante aquilo, que escarifique ali acolá, aumentando demasiadamente os custos para o produtor já prevejo que haverá uma ofensiva contra essa recuperação e pior quem vai perder com isso será o próprio meio ambiente.