Soja sobe quase 40 pts em Chicago nesta 2ª e retoma patamar dos US$ 12 por bushel
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O mercado da soja intensifica ainda mais seus ganhos no pregão desta segunda-feira (18) e retomar o patamar dos US$ 12,00 por bushel nos primeiros vencimentos. Por volta de 12h50 (horário de Brasília), as cotações subiam quase 40 pontos - mais de 3% - nos principais contratos, levando o julho a US$ 12,16 e o agosto a US$ 12,13 por bushel.
Os futuros da soja seguem avançando na esteira da disparada do milho e do trigo, de mais de 4% nesta primeira sessão da semana, com os traders monitorando os fundamentos e atentos ainda às notícias que chegam sobre a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.
"O movimento (de alta) é impulsionado após o comunicado da Casa Branca informando que a China irá comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas por ano. Porém, o volume não incluiu os 12 milhões de toneladas já adquiridos na temporada 2025/26", afirma o time da Agrinvest Commodities.
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A notícia traz suporte, principalmente, aos preços do grão e leva a soja na carona. "No trigo, as perspectivas de produção não são positivas. O trigo americano de inverno vem sofrendo bastante com o clima adverso, já o milho dos EUA está ficando cada vez mais competitivo na exportação e, ganhando maior vazão, contribui para o aperto dos estoques", avalia a consultoria.
O mercado recupera boa parte do que perdeu da metade para o fim da última semana, quando levou um "balde de água fria" da reunião realizada entre Donald Trump e Xi Jinping, que terminou sem a indicação de novas compras por parte da China.
No entanto, os traders já voltam a olhar para seus fundamentos - principalmente no caso do trigo, onde são muito fortes e positivos, para novas altas do petróleo e, mais uma vez, para as preocupações que continuam assolando o Oriente Médio e mantendo fechado o estreito de Ormuz.
Entre os derivados de soja, os futuros do óleo e do farelo de soja avançam também nesta tarde de segunda-feira, com destaque para o óleo, que tem mais de 2% de alta, acompanhando o brent e o WTI, ambos testando ganhos de mais de 2% também, levando o barril a US$ 111,33 e US$ 103,35, respectivamente.
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