USDA informa novas vendas de soja nesta 6ª feira, enquanto prêmios cedem no Brasil
Pelo terceiro dia consecutivo, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou novas vendas de soja, desta vez, somente para destinos não revelados. Foram 198 mil toneladas da oleaginosa e todo volume é da safra 2024/25. As vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem sempre ser informadas ao departamento norte-americano.
Considerando apenas as vendas dos últimos três dias anunciadas pela instituições, o total chega a 959,2 mil toneladas de soja, com boa participação dos chineses. E como explica o analista de mercado da Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin, a China esteve bastante presente no mercado nesta semana, tendo comprado algo entre 32 e 35 barcos de soja, sendo 13 dos EUA, todos para a Sinograin.
"Os basis no CFR caíram, mas acabaram se sustentando com a queda dos futuros da soja e o fraco farmer selling no Brasil. Nessa semana, o preço caiu no interior entre R$ 3,00 e R$ 5,00 por saca. As crushers privadas na China continuam buscando embarque janeiro-fevereiro no Brasil ou dezembro nos EUA", detalha Vanin.
O analista complementa dizendo que os últimos dias foram, de fato, de queda expressiva no flat price não só da soja em grão, mas também do farelo e do óleo. O movimento, segundo ele, se deu como reflexo de uma combinação da ausência dos riscos climáticos na América do Sul e das incertezas que a chegada do novo time de Donald Trump à Casa Branca. Cada passo e cada declaração do novo presidente norte-americano estão em evidência neste momento, em especial aquelas que se referem às nomeações para cargos importantes. Nesta semana, os focos se deram sobre os nomes de Chris Wright como Secretário de Energia , sendo ele executivo da Liberty Energy, serviços para empresas de petróleo, e de Doug Burgum, atual governador da Dakota do Norte, maior estado produtor de petróleo de xisto do país.
Enquanto isso, no Brasil, os prêmios da soja e do farelo recuam nos portos do Brasil, após manterem-se sustentados por um tempo considerável em função da boa demanda pela soja brasileira. Todavia, baixas de 30 cents de dólar por bushel refletiram uma combinação de fatores, entre eles a grande safra que vem se desenvolvendo na América do Sul; o processamento de soja acima do esperado na Argentina promovendo estoques maiores de farelo, como explicou a Agrinvest.
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