Paraguai: endividamento coloca em dúvida a rentabilidade da soja
No Paraguai, a rentabilidade da soja ainda é uma incógnita para os produtores. A União de Agremiações Produtivas (UGP, na sigla em castellano), comunicou que, tendo em conta os altos níveis de endividamento do setor agrícola, os refinanciamentos da safra anterior ainda são fatores que pesam sobre o lucro.
A situação ainda se vê mais agravada ainda pelos preços da commodity a nível internacional, uma vez que a soja se mantém ainda a baixos níveis na Bolsa de Chicago (CBOT). Apesar das leves
altas nos últimos dias, os valores ainda não são remuneradores para os produtores paraguaios.
Ricardo Sosa, presidente da Coordenadoria Agrícola do Paraguai (CAP), indica também que a volatilidade dos preços e a chegada do La Niña impedem que seja sinalizado algum panorama definitivo. "Os preços estão mais altos do que estavam no mesmo período do ano passado. Temos que ver se essa diferença irá se manter e se o ano poderá ser positivo, com o clima nos acompanhando. Tomara que o La Niña não se manifeste e que venha um clima benéfico", disse.
Outro membro da CAP, Silvestre Stiipp, informou que 90% da soja já germinou e disse que agora deve-se esperar o mês de dezembro para ter uma ideia de qual deve ser o rendimento.
Estatísticas
A Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (CAPECO) estima para esta safra um aumento de 3% na área de plantio de soja, com a qual se alcançarão 3,4 milhões de hectares. A safra de soja 2016/17 teve início com uma expectativa de produção de 10 milhões de toneladas.
Se as estimativas forem cumpridas, o bom volume de produção seria um fator positivo que poderia ajudar a alcançar o equilíbrio econômico para os produtores, segundo a UGP.
Tradução: Izadora Pimenta
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