AgRural estima colheita da soja em 76% da área no Brasil

Publicado em 04/04/2016 07:34

A AgRural estima que a colheita da soja no Brasil atingiu nesta semana 76% da área cultivada, impulsionada pelo tempo firme em boa parte das regioesa produtoras. Fernando Muraro, sócio-diretor da consultoria, observa que o avanço nesta semana foi de nove pontos percentuais e o ritmo dos trabalhos está em linha com os 77% do ano passado e à frente dos 73% da média de cinco anos.

Segundo a empresa, no Centro-Sul o tempo mais seco tem favorecido o fim da colheita sem chegar a prejudicar as áreas mais tardias, “já que o solo tem umidade para a soja que ainda está se desenvolvendo”. Na região do Matopiba, confluência dos polos agrícolas do Maranhão,m Tocantins, Piauí e Bahia, “a falta de chuva segue reduzindo a produtividade”.

A AgRural estima que no Rio Grande do Sul a colheita atingiu 30% da área, mas mesmo com evolução semanal de 20 pontos, os gaúchos ainda estão longe dos 52% do ano passado. “O atraso foi provocado pelo plantio lento, devido ao excesso de chuva”, explica Muraro, acrescentando que em Santa Catarina os trabalhos também avançaram bem nesta semana, “mas apenas 46% de sua área colhida, contra 75% há um ano”.

O levantamento mostra que em Minas Gerais as chuvas esparsas registradas durante a semana não atrapalharam a colheita, que chegou a 76%, ante 56% há um ano. “Em Uberlândia, áreas tardias estão rendendo 50 sacas, mas a expectativa é de que a média da safra fique entre 53 e 55 sacas”, diz Muraro.

Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a semana de tempo firme ajudou os produtores que ainda estão com as máquinas em campo e elevou a área colhida a 96%. Segundo Muraro, na região de Rondonópolis, no sul, áreas mais tardias ficaram com o rendimento abaixo do esperado, devido ao baixo peso do grão. Em Campo Novo do Parecis, no oeste, a média da soja “do tarde” ficou em 45 sacas, contra 55 sacas da precoce.

A AgRural estima que em Mato Grosso do Sul 99% da área foi colhida. Em Goiás, 92% foi colhido, contra 86% há um ano. No Paraná, 94% da área está colhida, contra 90% há um ano. Os trabalhos já foram finalizados no oeste e no norte. Em Guarapuava, no centro-sul, os produtores voltaram a colher na última segunda (28), mas a preocupação com as perdas por doenças em áreas tardias é grande, devido ao excesso de umidade. Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, a produtividade está variando de 50 a 58 sacas.

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Revista Globo Rural

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