Santander Brasil prevê crédito do sistema crescendo abaixo da inflação em 2016

Publicado em 27/01/2016 13:13

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Por Aluísio Pereira

SÃO PAULO (Reuters) - O estoque de crédito do sistema financeiro do país deve crescer a uma taxa inferior a da inflação pelo segundo ano seguido em 2016 e os bancos devem experimentar algum aumento dos índices de inadimplência no período, previu nesta quarta-feira o presidente-executivo do Santander Brasil, Sérgio Rial.

O Banco Central anunciou nesta manhã que o estoque de empréstimos bancários no país teve expansão de 6,6 por cento em 2015, abaixo da inflação medida pelo IPCA de 10,7 por cento no período e o menor crescimento desde pelo menos 2007.

A previsão do mercado para o IPCA deste ano é de alta de 7,23 por cento. [nEMNG1K0SB]

Ao mesmo tempo, o índice de inadimplência nos empréstimos com recursos livres acima da 90 dias atingiu 5,3 por cento, o pico em três anos, segundo o BC. [nL2N15B0TZ]

"Não seria surpresa se os índices de inadimplência dos bancos no Brasil tivessem alguma alta em 2016", disse Rial a jornalistas. Ele se recusou a fazer projeções específicas para o Santander Brasil.

Rial, que assumiu a presidência-executiva do banco na virada do ano, prometeu que o Santander Brasil manterá a rota de melhora dos resultados dos últimos anos, incluindo rentabilidade e ganho de eficiência, mesmo com o cenário adverso no país, que caminha para o segundo ano seguido em recessão.

Mais cedo, o Santander Brasil anunciou que teve lucro líquido recorrente de 1,609 bilhão de reais no quarto trimestre, alta de 5,8 por cento ante um ano antes, com maiores receitas com crédito contrabalançadas por maiores despesas com provisões para perdas com inadimplência. [nL2N15B0F2]

O índice de calotes com mais de 90 dias da instituição ficou em 3,2 por cento no quarto trimestre, queda de 0,1 ponto percentual ante mesma etapa de 2014.

Rial disse que não considera provável o Santander Brasil fazer novas provisões extraordinárias nos próximos trimestres.

O executivo também descartou interesse do banco na compra da empresa de meios de pagamento Elavon, rival da GetNet, do Santander Brasil.

"Não faz sentido pagar prêmio para comprar uma companhia que tem 1 por cento do mercado", disse Rial.

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Fonte:
Reuters

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