Apesar de área maior esperada nos EUA, milho sobe em Chicago nesta 2ª feira

Publicado em 31/03/2025 14:08 e atualizado em 31/03/2025 17:23
Na B3, à exceção do maio, milho volta a recuar

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Contrariando as expectativas de analistas e consultores de mercado para o momento pós-USDA, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago sobem na tarde desta segunda-feira (31). Perto de 13h45 (horário de Brasília), as cotações subiam de 0,25 a 4,25 pontos nos principais vencimentos, com o maio sendo cotado a US$ 4,57 e o setembro a US$ 4,36 por bushel. 

O mercado, que já vinha aguardando pelo aumento de área de milho nos EUA para a nova temporada, encontrou suporte nos estoques trimestrais de milho alinhados às expectativas e também nas altas do trigo registradas neste primeiro pregão da semana. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe, nesta segunda-feira (31), seu primeiro boletim com as primeira intenções oficiais de plantio para a safra 2025/26 - o Prospective Plantings - e confirmou a expectativas do mercado de área menor de milho, estimada em 38,57 milhões de hectares.

O número ficou dentro das expectativas do mercado, porém, acima da média do intervalo esperado, que era de 38,58 milhões de hectares. Em fevereiro, o USDA estimou, durante o Outlook Forum, 38,04 milhões de hectares dedicados ao cereal.  Na safra anterior, a área de milho foi de 36,66 milhões de hectares. 

Já os estoques trimestrais vieram em 207,05 milhões de toneladas, alinhado com a média do intervalo esperado pelo mercado. Há um ano, os estoques eram de 212,15 milhões de toneladas. 

B3

Na B3, depois de começar o dia com boas altas, os preços perderam força e passaram a operar no vemelho, com perdas de 0,3% a 0,5% nas principais posições. A exceção era apenas o maio, que subia 0,9%, para ser cotado a R$ 77,86 por saca. O setembro, com baixa de 0,5%, tinha R$ 71,03. 

O foco do mercado segue sendo a safrinha brasileira. 

O clima ainda traz preocupação para algumas regiões produtoras importantes, como é o caso do Paraná, segundo maior estado produtor do cereal de segunda safra, que ainda precisa de chuvas. Há regiões onde já há perdas consolidadas sendo registradas pelos produtores, como é o caso também de São Paulo, Minas Gerais e partes de Goiás. 

Assim, os traders permanecem atentos às mudanças nos mapas climáticos e aos impactos que as condições confirmadas vão tendo sobre as lavouras em desenvolvimento. 

A demanda também tem se mostrado favorável e dando algum suporte aos preços. Todavia, o Cepea informou, nesta segunda-feira, que a liquidez diminui no mercado nacional, com os produtores reticentes em avançar com novos negócios. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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