Suíno Vivo: Mercado registra preços firmes nesta 5ª feira
Nesta quinta-feira (31), as cotações para o suíno vivo registraram estabilidade. O mercado vem trabalhando com preços firmes há algumas semanas, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor. Com isso, o Cepea aponta que os valores médios do mês de março tiveram resultado positivo, mesmo com enfraquecimento no consumo e alta nas cotações do milho.
“Apesar do enfraquecimento da demanda, em parte justificado pelo período da Quaresma, os preços do animal vivo subiram, influenciados pela posição mais firme de produtores independentes e também pelo bom ritmo das exportações no correr deste mês”, aponta o Centro.
Por outro lado, os negócios em São Paulo estão sendo realizados abaixo da referência de preços, que está entre R$ 66 e R$ 68/@, o mesmo que R$ 3,52 a 3,63. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o presidente da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), Valdomiro Ferreira, explica que grande parte das vendas estão em R$ 63/@.
» Veja na íntegra a entrevista com o presidente da APCS, Valdomiro Ferreira
O cenário é ainda mais pessimista quando levado em conta os atuais patamares dos custos de produção. Na praça paulista, este valor é de R$ 74/@ - um prejuízo de R$ 11 por cada arroba comercializada. "Ainda em 2015 nós vínhamos alertando para o aumento nas exportações de grãos, principalmente o milho. Na época o cereal era negociado entre R$ 30,00 a R$ 33,00 a saca de 60 quilos, agora chegamos a pagar na região de Campinas em torno de R$ 50,00 a R$ 53,00 a saca, um aumento de R$ 20,00/sc", explica Ferreira.
A Scot Consultoria aponta que houve redução no poder de compra dos suinocultores paulistas. Com o mercado registrando estabilidade há quase quinze dias e as cotações do milho subindo, em Campinas (SP) é possível comprar 4,34 quilos do cereal com um quilo de suíno.
“Há um ano está relação era de 7,05 quilos de milho, ou seja, redução de 38,5% no poder de compra do produtor”, explica a consultoria. Além disto, as compras seguem em ritmo lento, com frigoríficos procurando não acumular estoques.
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