Exportações de proteínas animais: aves ampliam receita diária, suínos recuam e pescado avança na parcial de junho
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As exportações brasileiras de proteínas animais apresentaram comportamentos diferentes até a segunda semana de junho de 2026, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). As carnes de aves registraram crescimento da receita média diária, do volume embarcado e do preço médio por tonelada. A carne suína apresentou retração nesses indicadores, enquanto o pescado mostrou avanço na receita média diária e no preço médio, acompanhado de redução no volume diário exportado.
Nas carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, a receita média diária alcançou US$ 50,260 milhões até a segunda semana de junho. No mesmo período de comparação de 2025, o indicador havia sido de US$ 28,102 milhões. A variação registrada foi de 78,9%.
Já a carne suína fresca, refrigerada ou congelada apresentou receita média diária de US$ 15,099 milhões, frente aos US$ 16,038 milhões observados em junho de 2025. No pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, a média diária atingiu US$ 224,8 mil, acima dos US$ 213,5 mil registrados no mesmo período do ano anterior.
Carnes de aves ampliam indicadores
As exportações de carnes de aves acumularam US$ 452,344 milhões até a segunda semana de junho de 2026. Em junho de 2025, o faturamento total do segmento havia alcançado US$ 562,040 milhões.
O volume embarcado somou 226,983 mil toneladas na parcial deste mês. No mesmo mês do ano passado, os embarques totalizaram 312,889 mil toneladas. Na média diária, o volume exportado passou de 15,644 mil toneladas para 25,220 mil toneladas. O crescimento registrado foi de 61,2%. O preço médio avançou de US$ 1.796,3 para US$ 1.992,9 por tonelada, alta de 10,9%.
Carne suína registra retração
As exportações de carne suína alcançaram US$ 135,892 milhões até a segunda semana de junho de 2026. Em junho de 2025, o faturamento total do segmento somou US$ 320,774 milhões. Os embarques atingiram 54,717 mil toneladas na parcial deste mês. No mesmo período do ano anterior, o volume exportado havia alcançado 122,132 mil toneladas.
A média diária embarcada ficou em 6,079 mil toneladas, abaixo das 6,106 mil toneladas registradas em junho de 2025. A variação foi de -0,4%. O preço médio recuou de US$ 2.626,4 para US$ 2.483,5 por tonelada, diferença de -5,4%.
Pescado apresenta variações nos indicadores
O pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado acumulou receita de US$ 2,023 milhões até a segunda semana de junho. Em junho de 2025, o faturamento do segmento havia alcançado US$ 4,270 milhões.
O volume embarcado chegou a 349,8 toneladas na parcial de junho de 2026. No mesmo período de referência do ano passado, os embarques totalizaram 785,6 toneladas.
Na média diária, a movimentação passou de 39,3 toneladas para 38,9 toneladas. A variação registrada foi de -1,1%. O preço médio avançou de US$ 5.435,8 para US$ 5.784,3 por tonelada, crescimento de 6,4%.
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