Direções opostas: Arábica recua mais de 2%, enquanto conilon avança mais de 1% nesta 4ª
O mercado futuro do café tem direções opostas nos terminais de Nova York e Londres nesta quarta-feira (1º). Enquanto o café arábica recua mais de 2%, o conilon avançava mais de 1% no início da tarde.
No caso do arábica, o mês de março abriu com uma grande correção técnica para os preços. No mês passado, as cotações avançaram e o mercado tentou romper o nível técnico de 200 cents/lbp, mas a incerteza em relação a oferta global do produto também mantém a volatilidade acentuada.
Por volta das 12h38 (horário de Brasília), maio/23 tinha queda de 455 pontos, negociado por 181,75 cents/lbp, julho/23 tinha queda de 425 pontos, valendo 180,65 cents/lbp, setembro/23 tinha baixa de 410 pontos, valendo 178,70 cents/lbp e dezembro/23 tinha baixa de 385 pontos, valendo 176,90 cents/lbp.
Mesmo com a valorização nas últimas semanas, o produtor brasileiro quase não participou do mercado. Segundo Haroldo Bonfá, analista da Pharos Consultoria, para os próximos dias o mercado manterá o foco nas exportações do Brasil, que deverá direcionar as cotações. Em janeiro, o volume já ficou abaixo de três milhões de sacas.
Já em Londres, o café tipo conilon avançava diante das preocupações com a oferta do Vietnã.
Maio/23 tinha alta de US$ 31 por tonelada, negociado por US$ 2171, julho/23 tinha alta de US$ 28 por tonelada, negociado por US$ 2157, setembro/23 tinha alta de US$ 26 por tonelada, valendo US$ 2135 e novembro/23 tinha alta de US$ 28 por tonelada, negociado por US$ 2105.
As exportações de café do Vietnã devem ter caído 13,1% nos primeiros dois meses de 2023 em relação ao ano anterior, para 323.000 toneladas, equivalente a 5 milhões de sacas de 60 kg, estimou o Escritório de Estatísticas Gerais na terça-feira.
É importante ressaltar no entanto, que além do mês mais curto, o Vietnã também teve no mês passado uma semana de pausa devido a comemoração de feriados locais. "Não é um absurdo pensar em uma queda nos embarques, mas ainda assim o mercado está reagindo com valorização", afirma.
Se confirmado, o número pode representar oferta mais restrita também do conilon já que o Brasil há mais de um ano exporta pouco deste tipo de café. Com os preços da matéria-prima elevados, diante das preocupações com o arábica, o conilon tem sido demandado no mercado interno.
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