CNA se reúne com vice-presidente da Comissão Europeia

Publicado em 27/01/2023 15:19
Encontro ocorreu na segunda (26), em Brasília (DF)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda (23), de reunião, em Brasília (DF), com o vice-presidente Executivo da Comissão Europeia, o holandês Frans Timmermans, para discutir, entre outros temas, o Pacto Verde Europeu, conhecido como “Green Deal”.

O vice-presidente da CNA, Muni Lourenço, e a diretora de Relações Internacionais da Confederação, Sueme Mori, representaram a entidade no encontro, que teve a presença de outras entidades do agro brasileiro.

Timmermans também é Comissário de Ação Climática da União Europeia. Entre suas responsabilidades estão: liderar a transformação da União Europeia em uma economia de carbono neutro até 2050, reduzir as emissões em 55% até 2030, liderar negociações climáticas e supervisionar a política europeia Farm to Fork, nova política alimentar e agropecuária da União Europeia.

No encontro, o vice-presidente Executivo da Comissão Europeia destacou a importância do trabalho conjunto entre o Brasil e os países do bloco no processo de transição verde e colocou os especialistas da Comissão Europeia à disposição do Brasil para negociar questões especificas de regulamentação da legislação ambiental.

Em sua fala, Muni Lourenço, que preside a Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, afirmou que o agro brasileiro investe fortemente em sustentabilidade por meio da preservação de sua extensa cobertura de vegetação nativa e da implantação do maior Plano de Agricultura Tropical de Baixa Emissão de Carbono do mundo.

Com relação à lei antidesmatamento da União Europeia, o vice-presidente da CNA disse que o setor agropecuário entende que a adoção de medidas unilaterais e punitivas para combater o desmatamento não é a maneira adequada de lidar com o tema. Outro ponto preocupante destacado por Muni foi a ausência de diferenciação entre desmatamento legal e ilegal na proposta em discussão.

“A proposta pode levar a uma distorção do comércio internacional, criando desvios e concentrando os fluxos comerciais em um grupo restrito de operadores e países de clima temperado e maior desenvolvimento”.

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Fonte:
CNA

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