Café: Preços futuros terminam a sessão desta 5ª feira com fortes baixas na Bolsa de Nova York
Na sessão desta quinta-feira (27), os vencimentos futuros do café arábica terminaram com fortes quedas na Bolsa de Nova York (ICE Future US), sendo que os primeiros vencimentos registraram quedas de 1.320 pontos (3,37%) a 1.020 pontos (2,68%).
Na Bolsa de Nova York (Ice Futures US), o vencimento maio/25 terminou com desvalorização de 1.320 pontos e está cotado em 378,80 cents/lbp, enquanto o contrato julho/25 finalizou com baixa de 1.120 pontos e está precificado em 374,95 cents/lbp. No caso do setembro/25 encerrou com queda de 1.020 pontos e cotado em 370,30 cents/lbp.
Os contratos futuros do café arábica registraram seu menor nível em quase um mês nesta sessão em função das perspectivas de queda no consumo e com as previsões de chuvas no Brasil.
De acordo com o consultor, Michael J Nugent disse que os participantes continuam "focados" nas chuvas do Brasil, que são cruciais para moldar a próxima safra e reconstruir os estoques globais.
O consultor ainda reportou que o cenário é de preocupação com o consumidor. "Estamos cada vez mais preocupados que os preços recordes colidam com o enfraquecimento da confiança do consumidor", informou.
A Reuters destacou que os torrefadores como a Nestlé e a JDE Peet's, estão atualmente em negociações com varejistas sobre o repasse de custos da quase duplicação dos preços do arábica.
Em entrevista à Reuters Internacional, o Diretor de pesquisa de ações do banco holandês ING, Reg Watson, acredita que os preços devem subir cerca de 15% a 25% no mercado e que, em alguns mercados, os consumidores podem sentir o aumento de uma só vez.
Robusta
Já em Londres, o contrato maio/25 registrou recua de US$ 86 por tonelada, negociado por US$ 5.351 por tonelada. O julho/25 encerrou com desvalorização de US$ 82 por tonelada e valendo US$ 5.361 por tonelada, o setembro/25 também teve baixa de US$ 80 por tonelada e cotado US$ 5.327 por tonelada.
Segundo as informações da Reuters, a oferta de grãos robusta reduziu no maior produtor, o Vietnã, e no segundo maior exportador, a Indonésia, nesta semana, em função dos agricultores vietnamitas evitando vender o grão na esperança de lucros maiores.
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