Moratória da soja impede o progresso do Pará e segura a recuperação de áreas degradadas
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Entrevista com Vanderlei Silva Ataídes - Presidente Aprosoja Pará sobre a Moratória da Soja no PA
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Na terça-feira (15), o Notícias Agrícolas fez uma entrevista com Hélio Turquino, um dos produtores rurais do estado do Pará que está sendo prejudicado por embargos com a moratória da soja. Nesta quarta-feira (16), João Batista Olivi conversou com Vanderlei Silva Ataídes - Presidente Aprosoja Pará, para falar sobre como essa moratória tem dificultado e prejudicado a vida dos produtores no estado.
Para Vanderlei, para a situação melhorar é preciso que o brasileiro passe a olhar com mais atenção com o que acontece dentro do próprio Brasil. "Nós temos que olhar para onde nós estamos e nós estamos no Brasil. Nós temos que valorizar nossa pátria amada que é o Brasil e não ficar dando bola para quem está lá fora querendo nos atrasar", comenta.
Ele reforça ainda que a pressão vem de países que já estão ricos e consolidados, além de serem países que usaram todas as fontes de riquezas naturais e agora buscam manter a sobrevivência nas costas do produtor brasileiro. "O Brasil tem que trabalhar pelo Brasil. O Pará é um estado riquíssimo e pobre ao mesmo tempo, por causa dessas atitudes", comenta.
Para Vanderlei, é importante ressaltar que nenhum produtor da região está defendendo o desmatamento, explica ainda que não existe aptidão para ter agricultura em toda a Amazônia. "Nós temos que ser modernos, somos responsáveis. O produtor rural brasileiro é muito preocupado com o meio ambiente. Sua propriedade tem que produzir, tem que ter água, tem que ter nascente", afirma.
De acordo com os dados divulgados durante a entrevista, atualmente o Pará tem cerca de 125 milhões de hectares, mas a área de plantio não chega a 600 mil, tendo apenas 0,47% de área plantada. "Nós temos um estado vizinho (Mato Grosso) que está fortalecendo sua economia e nós estamos aqui pagando. O que mais nos preocupa é que o nossos próprios representantes muitas vezes não enxergam esse equívoco que estão fazendo", comenta.
O presidente explicou ainda que há muitas áreas no estado que foram exploradas e que atualmente estão abandonadas. São áreas que foram utilizadas para a extração de madeira e carvão e que poderiam ser utilizadas para a agricultura. O estado do Pará ainda sofre com falta de recursos e autorizar o plantio da soja nessas áreas poderia funcionar como estímulo para a economia. "Falta recursos, tem que aproveitar a região para produzir e fazer a economia local girar", comenta. Ele compara ainda a situação com a região da BR 163, que passou por um progresso significativo depois que o plantio da soja chegou. "O progresso que tem ali depois que chegou a soja não tem nem base de cálculo. Nós não podemos fechar os olhos para a oportunidade de demanda de alimentos que nós temos aqui", afirma.
Confira a entrevista completa no vídeo acima
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