Pecuaristas de MT estão preocupados com os custos elevados da produção e da reposição. Rentabilidade é positiva porém muito ajustada
Mesmo com a alta na cotação da arroba do boi gordo, a elevação nos custos de produção e da reposição já preocupam os pecuaristas do Mato Grosso. Nos adubos o reajuste é superior a 30% se comparado ao mesmo período do ano passado.
Marcos da Rosa, vice-presidente do Sindicato Rural de Canarana (MT), afirma que diante desse cenário os produtores precisam investir em tecnologia e desenvolver estratégias de comercialização, somente assim conseguiram garantir rentabilidade, mesmo com a arroba do boi registrando patamares elevados durante todo o ano.
"Hoje estamos vendendo uma fêmea a R$ 126,00/@ a vista, contra regiões no meio-norte do Mato Grosso - onde o mercado consumidor é o mesmo - conseguem vender a vista R$ 133,00 a R$ 134,00 a arroba, porque há uma maior pressão de empresas frigorificas", afirma Rosa.
Segundo ele, na região de Canarana somente neste ano dois frigoríficos fecharam por falta de matéria prima, diminuindo a demanda pela arroba e restringiu a opção dos pecuaristas em negociar. "Tem três regiões no Mato Grosso que acontece isso, nós fizemos uma média de preço para baixo para essa empresa que domina o mercado, nós não temos opção, podemos mandar para São Paulo, mas no mercado de São Paulo não é todo semana que se pode fazer embarques", explica o vice-presidente.
Outro fator que favorece a restrição da oferta é o alto valor com a reposição. Rosa ressalta que no estado os produtores reduziram a produção e optaram por realizar o ciclo completo o que diminuiu ainda mais a oferta de animais no Mato Grosso. "Esse aperto de reposição tornou o negócio viável, se a reposição melhorar alguém terá prejuízo. Esse é o ajuste que chegou ao rebanho mato-grossense, onde sabemos que vamos trabalhar com resultados positivos embora muito próximos aos custos de produção, qualquer falia nos procedimentos de engorda podemos empatar ou ganhar quase nada", conclui Rosa.
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