Milho: "Apenas menos oferta não significa preços melhores", destaca analista

Publicado em 05/07/2024 15:02
Pine Agronegócios destaca que demanda não está aquecida e comercialização está lenta, o que pressiona os preços
Alê Delara - Sócio Diretor da Pine Agronegócios
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Milho: "Apenas menos oferta não significa preços melhores", destaca analista

 

Com a colheita da segunda safra de milho avançando no Brasil vão se confirmando as perspectivas de oferta menor do cereal no país. Diante disso, a expectativa era de elevação dos preços, porém existem outros fatores do mercado para se considerar. 

Ale Delara, Sócio Diretor da Pine Agronegócios, destaca que, apesar de menos oferta, a demanda não está tão aquecida quanto era esperado e a comercialização está lenta e pode acabar ficando muito concentrada. 

Neste cenário, o consultor alerta o produtor para que não se repita o mesmo quadro da soja, com as vendas se concentrando nos períodos de vencimentos das parcelas de custeio e pressionando as cotações para baixo. 

Outro ponto de importância ressaltado por Delara é a taxa de câmbio. Ele aponta que muita gente espera que o dólar siga em alta, talvez até voltando aos R$ 5,70, e é essa alta que vem sustentando as cotações no Brasil neste momento. Porém, pode haver uma reversão desse quadro e, com dólar em R$ 5,50, a saca de milho ficaria ao redor de R$ 42,00 no porto e abaixo dos R$ 30,00 no Mato Grosso. 

Confira a íntegra da entrevista com o Sócio Diretor da Pine Agronegócios no vídeo. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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