Imea amplia projeção de produtividade do milho no Mato Grosso e também eleva expectativa de consumo

Publicado em 06/06/2023 11:45
Estado deve colher 48,99 milhões de toneladas, 11,74% mais do que em 21/22; Demanda vinda do etanol subiu 5,15%

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O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando atualizações sobre a safra de milho 2023. O levantamento atualiza as estimativas de oferta e demanda do cereal no estado mato-grossense. 

Apesar de manter a área de milho semeada na safa 2022/23 em 7,41 milhões de hectares (alta de 3,78% com relação à safra 2021/22), o Instituto elevou a expectativa de produtividade para 110,05 sacas por hectare, 4,20% a mais do que o relatório anterior e 7,65% maior do que a safra passada. 

“Esse panorama deve-se ao maior volume de precipitações neste ano, em comparação com 2022, além de grande parte das áreas semeadas dentro da janela ideal de plantio (até o fim de fevereiro), o que compreendeu 80,00% das áreas de milho do estado”, explica o Imea. 

Sendo assim, o Mato Grosso deve colher 48,99 milhões de toneladas de milho no ciclo 2022/23, patamar 11,74% maior do que o registrado na temporada 2021/22. 

Do lado da oferta, os técnicos do Imea esperam um aumento de 2,88% diante da projeção anterior, chegando à um consumo de 48,29 milhões de toneladas. 

A alta é estimulada pela alta de 5,15% no consumo interno de Mato Grosso devido a ampliação do consumo pelas usinas de etanol. Em relação as exportações, o modelo estatístico utilizado pelo Instituto projetou um escoamento de 29,41 mi de t, alta de 2,26% ante ao relatório passado, além da perspectiva de aumento na demanda externa. Dessa forma o estoque final para a safra 22/23 ficou em 1,43 milhão de tonelada. 

Colheita  

Enquanto isso, os trabalhos de colheita do milho seguem se expandindo no estado e já atingem 1,26% das lavouras de milho semeadas nesta safra 2022/23.  

As atividades seguem atrasadas com relação ao mesmo período da temporada 2021/22, quando a colheita estava em 5,98%, e a média dos últimos 5 anos que é de 1,73%. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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