Café robusta cai nesta 4ª na Bolsa de Londres após máximas de mais de um mês na véspera
Os contratos futuros do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, fecharam a sessão desta quarta-feira (12) com queda de pouco menos de US$ 20 por tonelada nos principais vencimentos. O mercado realiza ajustes após registrar na véspera o maior patamar desde 2 de março, mas os operadores também seguem atentos às informações sobre a oferta mundial do grão.
O contrato maio/17 encerrou a sessão cotado a US$ 2157,00 por tonelada com queda de US$ 19, o julho/17 registrou US$ 2183,00 por tonelada e recuo de US$ 16 e o setembro/17 anotou US$ 2190,00 por tonelada com desvalorização de US$ 13.
Apesar da baixa técnica, informações de agências internacionais dão conta que os investidores seguem atentos à oferta do grão. De acordo com a Reuters, os principais compradores europeus da variedade estão tendo dificuldades para encontrar robusta de maior qualidade por conta das fortes chuvas que afetou a produção no Vietnã. O país é o maior país produtor da variedade no mundo.
Na terça-feira (11), o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta, tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 415,05 com queda de 0,50%.
No acumulado parcial deste mês (entre 31 de março e 11 de abril), a baixa chega a 5,3%, com o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta do tipo 6, peneira 13 acima, fechando a R$ 415,05/saca de 60 kg nessa terça-feira, 11 – a retirar no Espírito Santo. Trata-se do menor valor nominal desde o final de julho do ano passado. As informações são do Cepea.
Segundo pesquisadores do Cepea, os valores são pressionados especialmente pelo avanço da colheita em Rondônia, pela proximidade das atividades no Espírito Santo e também pelo retorno da cobrança do Funrural (Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural).