Exportações de carne bovina do Brasil aumentam 9,8% em relação a julho

Publicado em 25/08/2015 12:47

Os embarques de carne bovina 'in natura' apresentaram um aumento de 9,8% no volume exportado em agosto na comparação com o mês passado. No período foram totalizadas 64,8 mil toneladas, o correspondente a uma média diária de 4,3 mil t, contra 3,9 mil toneladas registradas no mesmo período de julho.

Ainda assim, as exportações neste ano estão abaixo dos volumes registrados em 2014. Nos quinze dias úteis deste mês, os embarques ficaram 17,1% inferior ao mesmo período do ano passado, onde foram registrados 5,2 mil toneladas/dia.

Em receita a recuperação na relação com julho também ocorreu. No acumulado do período o faturamento foi de 295,7 milhões de dólares, com uma média de US$ 19,7 milhões/dia, ou seja, um crescimento de 8,9% em relação ao mês anterior.

Essa melhora da demanda externa é um fator positivo para o mercado, haja vista que o escoamento da produção no mercado interno acontece um menor ritmo neste ano, reflexo dos problemas econômicos enfrentados pelo país. Ainda assim, na última semana os embarques apresentaram uma retração no volume diário, implicando em uma redução no percentual de aumento da semana anterior (15,5%) para 9,8% nesta semana.

Também vale lembrar que a maioria dos países compradores de carne bovina brasileira reduziu ou parou de importar produtos do País em 2015. Os embarques diminuíram ou cessaram para 86 dos 139 destinos comerciais entre janeiro a julho, em comparação com o mesmo período de 2014. Destes 86, que representam 62% do total de clientes, 14 não negociaram volumes este ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), e incluem derivados bovinos.

Os embarques foram reduzidos para três dos maiores importadores: Rússia, Hong Kong e Venezuela, o que afetou significativamente os resultados de exportação nos primeiros sete meses do ano. A Rússia comprou 111.492 toneladas (-39,5%) a US$ 373,9 milhões (-50,8%) e a província semiautônoma chinesa demandou 152.842 toneladas (-37,1%), pagando US$ 152,8 milhões (-31,7%). Já a Venezuela, que enfrenta uma crise econômica e a queda dos preços internacionais do petróleo, sua principal commodity, diminuiu as compras em 41,5%, para 58.149 toneladas, que resultaram em receita de US$ 331,4 milhões (-37,5%) ao Brasil.

Tags:

Por: Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Volume exportado de carne bovina alcança 162,5 mil toneladas até a terceira semana de julho/24
Scot Consultoria: Preços inalterados nas praças paulistas
Boi: arroba firme no mercado físico deve enfrentar dois desafios, concorrência com frango após suspensão de exportações e chegada do confinamento
Exportação de carne bovina em Mato Grosso dispara no primeiro semestre de 2024
Radar Investimentos: A semana no mercado físico do boi gordo deve começar com os pecuaristas ainda fortalecidos nas negociações
Radar Investimentos: Cotações futuras registraram movimentações distintas na B3