Preços da soja no BR podem encontrar fôlego no dólar e nos prêmios; Chicago segue de lado

Publicado em 23/01/2024 09:49 e atualizado em 23/01/2024 11:17
No mercado futuro norte-americano, ainda chama a atenção as vendas por parte dos fundos especuladores, que acontece também no milho; ponto de virada de mercado seria uma insuficiência de atendimento à demanda, o que ainda não aparece no front.
Aaron Edwards

Os preços da soja caminham sem força na Bolsa de Chicago neste momento e este mercado tende ainda a continuar, segundo explica o consultor de mercado Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing, em entrevista ao Bom Dia Agronegócios nesta terça-feira (22). "O carro chefe dessa movimentação, desde o início do ano foi dos fundos, que insistem em vender e já estabelecem uma grande posição vendida. E algo terá que mudar a opinião deles", diz. "O que é assustador sobre o mercado da soja é se o mercado também vai sofrer essa pressão contínua sobre os especuladores". 

Edwards afirma que o ponto de virada do mercado seria um momento em que a safra brasileira não seja capaz de atender à demanda mundial, o que forçaria os compradores a se voltarem à soja dos EUA, dando espaço para um fôlego das cotações em Chicago e limitando a capacidade dos fundos de sustentarem suas posições vendidas diante de estoques americanos que podem ser mais apertados. 

"Eu acho que o carro-chefe para uma virada mais sustentada é demanda maior pela soja dos Estados Unidos", afirma o consultor. Neste momento, complementa Edwards, o momento de uma demanda mais contida não, necessariamente, exerce uma pressão sobre as cotações, e o que mercado precisa agora é de que, por outro lado, a demanda se acelere para que o mercado reverta sua tendência. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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