Presidente Dilma não reconhece necessidade da baixa nos preços do óleo diesel e greve dos caminhoneiros deve continuar
A principal reivindicação dos caminhoneiros, que fazem greve desde a última quarta-feira (18), é a redução do preço do óleo diesel, contudo a Presidente da República, Dilma Rousseff, anúncio na noite de ontem (24) que o preço do combustível não será negociado.
De acordo com o deputado federal, Nilson Leite (PMDB – MT), o Brasil não cumpriu com nenhuma das metas fiscais o ano passado, com isso a economia ficou prejudicada, elevando a inflação, os juros, tudo por conta da corrupção, que ocorreu em todos os órgãos do governo federal.
Dentro deste contexto, foram necessárias medidas economias para reajustar os cofres públicos, como o aumento do óleo diesel. No entanto, o cenário que se acompanha no mundo inteiro é justamente o oposto, com a redução no valor do combustível, por conta da queda no preço do barril de petróleo.
Essas manifestações, que acontecem em todo o país não tem liderança única, elas aconteceram de forma deliberada em vários setores. “Não é uma afronta política ou partidária, é um grito de socorro. Porque um caminhão que percorre cerca de 1.000km cobra hoje R$ 6mil reais, gastando R$ 5mil, e se ele furar um pneu já é prejuízo”, comentou Leite.
Além da redução no óleo diesel, os caminhoneiros também reivindicam a ampliação no prazo do Finame (Financiamento de máquinas e equipamentos) e a manutenção da lei do caminhoneiro sem veto. No entanto, para o deputado o que afeta realmente a remuneração dos caminhoneiros é a alta de insumos, como o diesel.
“O governo se perdeu, não tem como negociar porque está uma bagunça o governo federal. O que deveria fazer é reduzir os ministérios, baixar o preço do combustível, e onerar as dívidas nas costas do governo, e não da população. A Presidente Dilma está sendo desonesta com a sociedade, a ponto de dizer que não pode reduzir os preços do combustível”, declarou o deputado.
Segundo Leite, acontecerá uma série de reunião na tarde desta quarta-feira (25) em Brasília, com objetivo de convencer o governo a reduzir o preço do combustível. Porém haverá dificuldade em negociar com os manifestantes, pois a greve não tem liderança única. “Não há uma referência com quem se possa sentar, e no estalar dos dedos ele manda suspender tudo. Ninguém tem esse poder nesta greve”, comentou.
Contudo, há uma manifestação contra o governo federal, marcada para o dia 13 de março, que pode se agravar caso a greve dos caminhoneiros se estenda até lá.