Açúcar passa a cair forte na Bolsa de Nova York nesta tarde de 4ª feira

Publicado em 03/04/2024 12:40
Mercado volta a ser pressionado diante de otimismo com dados acumulados da safra 2023/24 da Índia até março

Os futuros do açúcar passaram a cair forte na Bolsa de Nova York nesta tarde de quarta-feira (03), apesar de alta em Londres. O mercado volta a ser pressionado diante de otimismo com dados acumulados da safra 2023/24 da Índia até março, mas ainda acompanha o financeiro.

Por volta das 12h31 (horário de Brasília), o vencimento mais negociado do açúcar bruto tinha desvalorização de 1,03%, cotado a 22,10 cents/lb na Bolsa de Nova York. Em Londres, o principal vencimento tinha valorização de 0,23%, a US$ 645,40 a tonelada.

Uma associação indiana disse nesta semana que a produção de açúcar no país na safra 2023/24, de outubro a março, saltou 0,4% no camporativo anual. Os resultados refletem um cenário climático mais positivo no país nos últimos meses, apesar de temores dos operadores.

O volume acumulado na safra alcança 30,2 milhões de toneladas à medida que mais usinas continuam em operação para processar a cana-de-açúcar. Até 31 de março, 322 usinas de açúcar na Índia encerraram suas operações, em comparação com 346 no ano anterior.

Os preços do açúcar também sentem alguma pressão da alta do dólar sobre o real, o que encoraja as exportações, mas tende a pressionar as cotações das commodities. Por outro lado, o petróleo sobe cerca de 1% nesta tarde e dá algum suporte para a valorização em Londres.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Produtividade da cana tem queda de 2,5% nesta safra, aponta CTC
Brasil terá 20 novas biorrefinarias de etanol de milho nos próximos anos
Com petróleo também em baixa, açúcar amplia desvalorização nesta 2ª feira
Açúcar: Atento à oferta, semana começa com novas baixas
Açúcar tem semana focada em oferta global e encerra com baixas em NY e Londres
Exportações de açúcar do Brasil aumentam 50% no 1º semestre, mostram dados de embarque