Soja opera estável em Chicago e se divide entre fundamentos e preocupação no financeiro

Publicado em 26/10/2020 14:51

A estabilidade continua no mercado da soja, com os futuros da oleaginosa atuando em campo misto na tarde desta segunda-feira (26). Por volta de 14h30 (horário de Brasília), os primeiros dois vencimentos subiam 2  e 1 ponto, respectivamente, com o novembro valendo US$ 10,85 e o janeiro/21, US$ 10,82 por bushel. Do mesmo modo, o maio e o julho perdiam 0,25 e 1,25 ponto, sendo cotados a US$ 10,61 e US$ 10,58. 

O mercado espera por novidades para se reposicionar melhor, mesmo diante de fundamentos bastante positivos, principalmente do lado da demanda. Nesta segunda-feira, novos números fortes de embarques semanais norte-americanos vieram reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). No entanto, os traders ainda caminham cautelosos com preocupação no financeiro diante da segunda onda do novo coronavírus atingindo a Europa. 

Na semana encerrada em 22 de outubro, foram embarcados 2,664,352 milhões de toneladas da oleaginosa. Assim, o total acumulado na temporada chega a 14,338,798 milhões de toneladas, ou seja, 78% a mais do que no mesmo período da anterior. 

Leia Mais:

+ USDA: Embarques de soja dos EUA no acumulado da temporada são 78% maiores do que há um ano

"Sem notícias mais contundentes em relação à vacina Covid-19, investidores se protegem neste final de mês, alguns como no caso dos commodities agrícolas como forma de garantir lucros", explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da TradeHelp.

Ainda assim, o tom positivo no mercado da soja permanece. Os fundamentos permanecem altistas, principalmente no front da demanda. Do lado do clima no Brasil, as previsões seguem sinalizando uma melhora consistente das chuvas permitindo um avanço do plantio nos principais estados produtores. 

"Aliado ao pessimismo generalizado do mercado financeiro, comentários de chuvas em bom volumes em algumas áreas de soja e milho do Brasil e perspectivas de melhora no clima na Argentina devem tentar dificultar novas altas", conclui Cachia.

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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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