Com estradas e pontes danificadas, escoamento da soja preocupa produtores do MS

Publicado em 12/01/2016 11:43

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul começa nos próximos dias e as chuvas constantes, que já deixaram vários estragos, preocupam os produtores da região sul. Dezenas de pontes foram destruídas e muitas estradas estão intransitáveis, o que deve dificultar não só a colheita, como também o escoamento da safra.

Em até 15 dias, em alguns pontos a soja já estará pronta para ser colhida e a maior preocupação é a falta de acesso. No município de Laguna Carapã, distante 287 km de Campo Grande, por exemplo, a chuva em abundância prejudicou pouco dos 90 mil hectares de soja plantados.

Conforme o presidente do Sindicato Rural do município, João Firmino Neto, o que preocupa mais é o escoamento dos grãos. "Não temos condições de estradas boas e se os caminhões chegarem até as fazendas, não tem como entrar para colher, porque a chuva não dá trégua", comenta.

Ainda segundo Neto, as duas rodovias municipais, a MS 379 e 280, que dão acesso a Laguna Carapã, foram afetadas pelas chuvas e estão com problema na estrutura, além de pontes que água levou. "E aqui está chovendo muito e se o sol não sair, não tem como colher a soja", explica.

Em Dourados, distante 233 km de Campo Grande, a preocupação em relação a colheita é a mesma.

Segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Lúcio Damalia, as estradas estão em estado lastimável e o problema é a logística para arrumar a tempo. "Dinheiro tem para arrumar as estradas, mas a dificuldade é a logística para chegar nelas, já que em até dez dias, têm locais que vão começar a colher", alega.

São de 150 a 170 mil hectares de soja plantada no município e devido as chuvas, muitos agricultores precisaram replantar o grão. "Cada local vai ter um tipo de problema e como tem chovido muito, e a soja precisa de 12 horas de luz por dia para poder desenvolver muito e isso não tem acontecido, já que a maior parte do dia fica nublado", avalia.

Outro fator pontuado pelo presidente do sindicato, é a questão da plantação do milho. "Se atrasar a a colheita da soja, atrasa o plantio do milho e com o solo muito úmido, o milho não vai ater uma cobertura uniforme, ou seja, nosso problema este ano não termina na soja", comenta.

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Fonte: Campo Grande News

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