Na Veja: Planalto escala Jaques Wagner para rebater Cunha: “Quem mentiu foi ele”, diz
Responsável pelas negociações do governo federal com deputados aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner (PT), foi escalado pelo Palácio do Planalto para rebater as declarações do peemedebista, segundo quem a presidente Dilma Rousseff "mentiu" no pronunciamento que fez após a abertura do processo de impeachment. Ele negou que Dilma tenha participado de reuniões com aliados de Cunha para tentar evitar a deflagração do processo.
"Quem mentiu foi o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O André Moura não esteve ontem com a presidente Dilma. Esteve comigo. Ele disse que o deputado teria estado com a presidente levado por mim", disse o ministro nesta quinta-feira. "Eu conversei com o deputado André Moura, é verdade. A pauta que ele trazia da parte do presidente [Cunha] sempre foi a questão do Conselho de Ética. Mas os fatos estão aí, nós conseguimos votar o que precisávamos e ele não conquistou aquilo que ele alardeia que seria motivo de chantagem. Eu não sou obrigado a ser verdadeiro com alguém que usa seu próprio poder para paralisar um país e a vida do Congresso Nacional."
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Na Agência Câmara: Deputado entra com mandado de segurança no STF contra decisão sobre pedido de impeachment
O deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA) ingressou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que aceitou o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (2). "Nós entendemos que a decisão do presidente Eduardo Cunha não deu à presidenta Dilma Rousseff o direito à defesa prévia. Isso é um direito inalienável, que se não for respeitado, pode causar um dano irreparável”, afirmou Rubens Pereira Júnior.
O deputado adiantou que as ações a serem ingressadas no STF trabalham com as seguintes linhas de argumentação: ausência de defesa prévia da presidente Dilma Roussefff; abuso de poder por parte do presidente Eduardo Cunha e dúvida sobre o rito a ser adotado em processo de impeachment, já que existem divergências entre a Lei 1079/50 e o regimento interno da Câmara.
O pedido, apresentada pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal em outubro e aceito por Cunha, baseia-se, principalmente, em um suposto crime de responsabilidade contra a lei orçamentária.
O documento será lido daqui a pouco na sessão do Plenário da Câmara, que começa neste momento.