Agrodefesa reforça vigilância para evitar a entrada da mosca-da-carambola em Goiás

Publicado em 26/03/2025 11:04
Fiscais estaduais agropecuários da Agência monitoram armadilhas em 34 municípios goianos para manter o Estado livre da praga, que pode causar danos à fruticultura e gerar impactos econômicos e comerciais

O estado de Goiás mantém o status de área livre da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), uma praga de importância quarentenária que representa sérios riscos à fruticultura e pode resultar em restrições comerciais internacionais. Esse status fitossanitário é garantido por meio de um rigoroso trabalho de inspeção e monitoramento realizado pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e produtores rurais.

Para evitar a introdução da praga no Estado, a Agrodefesa realiza levantamentos fitossanitários contínuos, utilizando 40 armadilhas instaladas em áreas estratégicas, como pontos de trânsito de cargas e circulação de pessoas vindas de regiões onde a praga está presente.

Os fiscais estaduais agropecuários monitoram, quinzenalmente, 38 dessas armadilhas distribuídas em 34 municípios goianos, incluindo Anápolis, Porangatu, Goiânia, Rio Verde, Jataí, Catalão, Cristalina e Itumbiara. Outras duas armadilhas estão instaladas no Aeroporto de Goiânia e na Rodoviária da capital, sob supervisão de auditores federais do Mapa. Até o momento, análises laboratoriais e laudos oficiais confirmam que a Bactrocera carambolae não foi detectada em território goiano, reforçando a eficácia das ações de prevenção e vigilância.

Atualmente presente nos estados do Amapá, Pará e Roraima, a praga possui uma ampla gama de hospedeiros, atacando frutas como carambola, citros (laranja), goiaba, manga e mamão. A introdução da mosca-da-carambola em Goiás poderia comprometer a exportação de frutas, levando ao embargo de cargas e ao aumento das exigências fitossanitárias no comércio internacional. “A manutenção do status fitossanitário de Goiás como área livre da mosca-da-carambola fortalece a fruticultura goiana e garante que nossos produtos atendam aos requisitos para comercialização no mercado nacional e internacional”, destaca o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.

Impactos econômico e fitossanitário
Os danos causados pela mosca-da-carambola vão além da destruição das frutas, que apodrecem e caem antes da colheita. O impacto econômico é expressivo, aumentando os custos de produção devido às medidas de controle e restringindo a comercialização interestadual e internacional. Além disso, a erradicação da praga em áreas infestadas exige ações rigorosas, como controle químico, destruição de frutos hospedeiros e restrições no transporte de produtos agrícolas.

O assessor técnico da Diretoria de Defesa Agropecuária, Leonardo Macedo, reforça a importância do monitoramento contínuo. “Nosso trabalho preventivo não só protege os produtores rurais de Goiás, mas também assegura a competitividade da fruticultura estadual no cenário global. A presença dessa praga no Estado traria prejuízos significativos para toda a cadeia produtiva”, alerta.

Como identificar a mosca-da-carambola
A Bactrocera carambolae é uma mosca-das-frutas da família Tephritidae, classificada como praga quarentenária presente no Brasil. Os adultos medem entre 7 e 8 mm, possuem tórax negro e abdome amarelado com listras negras em formato de "T". As fêmeas depositam ovos sob a casca dos frutos, e as larvas se alimentam da polpa, causando perdas na produção.

A coordenadora do Programa de Prevenção e Controle de Pragas em Citros da Agrodefesa, Mariza Mendanha, explica que a presença da praga pode ser identificada por sinais como perfurações na casca dos frutos e áreas de apodrecimento. Ela reforça que a vigilância contínua e a colaboração de produtores e da população são fundamentais para o trabalho de prevenção à mosca-da-carambola. “Em caso de qualquer suspeita, é essencial comunicar imediatamente a Agrodefesa pelo telefone 0800 646 1122. Trabalhando juntos, garantimos a sanidade vegetal do nosso Estado”, finaliza.

Fonte: Agrodefesa

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Horti Resenha Podcast #94 - Como enfrentar os desafios de manejo contra as doenças fúngicas na safra da uva Horti Resenha Podcast #94 - Como enfrentar os desafios de manejo contra as doenças fúngicas na safra da uva
Alta do cacau deve impactar os preços dos chocolates na Páscoa
Última parada nas estufas de produtores de tomate da Turquia
Costa do Marfim aumenta preço do cacau de meia-safra na fazenda em 22%
Produção de sementes de tomate na Turquia
Pepino comum é o produto destaque da semana (31/03 a 04/04) no atacado da CEAGESP